As cidades podem educar: percepções de atores sociais sobre as oportunidades educativas em Itapiranga/SC
Resumo
Este artigo apresenta as percepções de atores sociais sobre as oportunidades de educação não formal existentes no município de Itapiranga/SC, apontando possibilidades e limites para a sua caracterização como uma cidade que educa. Partimos da premissa de que a educação, compreendida em sua dimensão integral e ao longo da vida, ultrapassa os limites da escola e envolve diferentes espaços, tempos e agentes. Nessa perspectiva, a cidade é reconhecida como território educativo, no qual iniciativas públicas, comunitárias e privadas contribuem para a formação humana. Metodologicamente, trata-se de um recorte de uma pesquisa qualitativa desenvolvida no âmbito de uma dissertação de mestrado, cujos dados foram produzidos por meio de entrevistas semiestruturadas com agentes sociais vinculados a ações educativas não formais no município de Itapiranga/SC. A análise dos dados foi realizada com base na Análise Textual Discursiva (ATD). Os resultados evidenciam a existência de diversas ações educativas não formais no município, envolvendo espaços e ações públicas, instituições culturais, organizações da sociedade civil e iniciativas privadas. A forte valorização cultural, engajamento comunitário e colaboração mútua entre entidades públicas, civis e privadas, apresentam-se como traços de uma cidade que educa, porém o potencial educativo da cidade pode ser fortalecido com maior articulação coletiva, ampliação do acesso e integração cultural.
Palavras-chave: Oportunidades educativas. Educação não formal. Cidade que educa.
Copyright (c) 2026 Gladis Lorenzato Bertol, Jaqueline Moll

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