A Participação dos intelectuais na criação da escola de Música e Belas Artes do Paraná

Renato Torres

Resumo


O presente artigo tem por objetivo analisar a participação dos intelectuais no processo de instauração da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP). A criação da primeira escola oficial de arte do Paraná contou com o protagonismo de intelectuais que acreditavam no valor da arte, da educação e da cultura. Como aporte teórico metodológico, a pesquisa documental contribuiu para organização e interpretação das fontes. Limitamos o recorte principalmente sobre as artes plásticas, para podermos aprofundar questões conceituais, presentes no projeto da EMBAP. Alfredo Andersen passou cerca de duas décadas e meia dedicando-se a tal propósito. Escreveu projetos, dialogou com governadores, construiu uma rede de sociabilidades na qual dividia suas aspirações, mas não conseguiu concretizar seu projeto. Entretanto, os intelectuais amigos de Andersen deram continuidade ao projeto, ampliando a rede de sociabilidades e defendendo seu projeto em diversas instâncias. Personalidades como Raul Gomes, José Loureiro Fernandes, Rosy Pinheiro Lima, Fernando Corrêa de Azevedo, Mário Braga de Abreu e Erasmo Pilotto formam parte dos intelectuais envolvidos. Vários fatores contribuíram para o sucesso do grupo, como a circulação e as agremiações dos intelectuais, a representatividade de associações ligadas à cultura e as relações com a elite política do período.

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