Bases Epistemológicas e Implicações para Práticas de Modelagem Matemática na Educação Matemática em Sala de Aula

  • Tiago Emanuel Klüber Unioeste
  • Dionísio Burak Universidade Estadual do Centro-Oeste

Resumo

Considerando a escassez de estudos e discussões sobre bases epistemológicas que orientem a prática da Modelagem Matemática em sala de aula, esse ensaio desenvolve-se sob a questão: Que implicações para a prática da Modelagem Matemática em Educação Matemática decorrem de distintas bases epistemológicas? São apresentados aspectos que podem favorecer a compreensão de algumas dessas bases, as quais implicam olhares distintos sobre as práticas de Modelagem Matemática neste âmbito. A postura de investigação adotada se afina com a Fenomenologia-Hermenêutica. As interpretações explicitadas apontam que do reconhecimento de distintas bases epistemológicas emergem distintas práticas de Modelagem.

Biografia do Autor

Tiago Emanuel Klüber, Unioeste
Possui graduação em Matemática (2004) e especialização em Docência no Ensino Superior (2006) pela Universidade Estadual do Centro-Oeste - UNICENTRO. É mestre em Educação (2007) pela Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG e doutor em Educação Científica e Tecnológica (2012) pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC. Pesquisa nas áreas de Educação e Ensino, com ênfase em Educação Matemática, atuando principalmente nos seguintes temas: Modelagem Matemática, Formação de Professores, Epistemologia, Compôs o corpo docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação, PPGE, Campus Cascavel, entre 2013 e 2016, passando a colaborador em 2017. Compõe o corpo docente permanente do Pós-Graduação em Ensino, PPGEn, Campus Foz do Iguaçu, desde a sua criação em 2014.Membro e vice-coordenador (2012-2015 e 2015-2018) do GT-10 Modelagem Matemática, da Sociedade Brasileira de Educação Matemática, SBEM. Coordenador da implantação do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Educação Matemática da Unioeste, nível de mestrado e doutorado (CAPES, nota 4, 2017), campus Cascavel e está atuando na função de coordenador especial deste mesmo programa.
Dionísio Burak, Universidade Estadual do Centro-Oeste
Possui graduação em Matemática pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (1973), mestrado em Ensino de Matemática pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1987) e doutorado pela Universidade Estadual de Campinas (1992). Atualmente é rt-20 da Universidade Estadual de Ponta Grossa e professor titular da Universidade Estadual do Centro-Oeste. Tem experiência na área de Matemática, com ênfase em Educação Matemática, atuando principalmente nos seguintes temas: modelagem matemática, educação matemática, ensino e aprendizagem e ensino de matemática. Pós-Doutorado (2010) - Universidade Federal do Pará- orientadora Profª Drª Rosália Maria Ribeiro de Aragão.

Referências

BARBOSA, J. C. Modelagem matemática: concepções e experiências de futuros
professores. Rio Claro, 2001. Tese (Doutorado em Educação Matemática) –
Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 2001a.
______. Modelagem na educação matemática: contribuições para o debate teórico.
In: Reunião Anual da ANPED, 24, 7 a 11 de outubro, 2001, Caxambu, Anais da
24ª Reunião Anual da ANPED. Rio de Janeiro: ANPED, 2001b, p. 1-15.
BASSANEZI, R. C. Ensino-aprendizagem com modelagem matemática. São
Paulo: Contexto, 2002.
BEAN, D. Modelagem na perspectiva do pensamento. In: Conferência
Nacional sobre Modelagem e Educação Matemática – CNMEM, 3, out., 2003,
Piracicaba, Anais. Piracicaba – SP, 2003, p. 1-11.
BICUDO, M. A. V. A pesquisa qualitativa fenomenológica à procura de
procedimentos rigorosos. In: BICUDO, M. A. V. Fenomenologia: confrontos e
avanços. São Paulo: Cortez, 2000. p. 70-102.
BIEMBENGUT, M. S. Modelagem matemática como método de ensino
aprendizagem de matemática em cursos de 1º e 2º graus. Rio Claro, 1990.
Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Programa de Pós-graduação
em Educação Matemática, Universidade Estadual Paulista – UNESP, 1990.
______. Qualidade no ensino de matemática na engenharia: uma proposta
metodológica e curricular, Florianópolis, 1997. Tese (Doutorado em Engenharia
de Produção e Sistemas) – Curso de Engenharia de Produção e Sistema,
Universidade Federal de Santa Catarina, 1997.
______. Modelagem matemática & implicações no ensino-aprendizagem de
matemática. Blumenau: Ed. FURB, 1999.
BURAK, D. Modelagem matemática: ações e interações no processo de ensinoaprendizagem.
Campinas, 1992. Tese (Doutorado em Educação) – Programa de
Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Campinas, 1992.
______. Formação dos pensamentos algébricos e geométricos: uma experiência com
modelagem matemática. Pró-Mat. – Paraná. Curitiba, v.1, n.1, p. 32-41, 1998.
______. A modelagem matemática e a sala de aula. In: I Encontro Paranaense
de Modelagem em Educação Matemática – I EPMEM, 1. Londrina, 2004.
Anais. Londrina: UEL, p. 1-10.
BURAK. D; KLÜBER, T. E. Educação matemática: contribuições para a compreensão
da sua natureza. Acta Scientiae, Canoas, v.10, n.2, jul./dez., p. 93-106, 2008.
CALDEIRA, A. D. Modelagem matemática na formação do professor de
matemática: desafios e possibilidades. In: V Seminário de Pesquisa em Educação
da Região Sul, 2004, Curitiba. Anais. Curitiba: UFPR, 2004. v. 1, p. 1-11.______. A Modelagem Matemática e suas relações com o Currículo. In: IV
Conferência Nacional sobre Modelagem e Educação Matemática –. CNMEM.
4, 2005. Anais. Feira de Santana: UEFS, p. 1-9.
DELIZOICOV, D. et al. Sociogênese do conhecimento e pesquisa em ensino:
contribuições a partir do referencial Fleckiano. Cad. Cat. Ens. Fís., Florianópolis,
v. 19, n. especial, p. 52-69, dez. 2002.
FLECK, L. La génesis y el desarrollo de un hecho científico. Prólogo de Lothar
Schäfer e Thomas Schenelle. Madrid: Alianza Universidad, 1986. 200p.
HESSEN, J. Teoria do conhecimento. 7. ed. Coimbra: Arménio Amado, 1980.
INCOMENSURABILIDADE. In: ABBAGNANO, N. Dicionário de Filosofia. São
Paulo: Martins fontes, 2007, p. 631-632.
KLÜBER, T. E. Modelagem matemática e etnomatemática no contexto da
educação matemática: aspectos filosóficos e epistemológicos. Ponta Grossa,
2007. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação
em Educação, Universidade Estadual de Ponta Grossa, UEPG, 2007.
______. Um olhar sobre a modelagem matemática no brasil sob algumas categorias
fleckianas. Alexandria, Florianópolis, v. 2, n. 2, p. 219-240, jul. 2009.
KLÜBER. T. E.; BURAK, D. Concepções de modelagem matemática:
contribuições teóricas. Educ. Mat. Pesqui., São Paulo, v. 10, n. 1, p. 17-34,
jan.-jun., 2008a.
______. A fenomenologia e suas contribuições para a educação matemática.
Práxis Educativa. Ponta Grossa, v.3, n.1, p. 95-99, jan-jun, 2008b.
KUHN, T. S. A estrutura das revoluções científicas. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 1987.
MORIN. E. A Cabeça bem feita: repensar a reforma, reformar o pensamento.
13. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006.
OSTERMANN, F. A epistemologia de Kuhn. Cad.Cat.Ens.Fis., v.13, n.3, p.184-
196, dez.1996.
RIUS, E. B. La educación matemática: una reflexión sobre su naturaleza y
sobre su metodología (primera de dos partes). Iberoamérica – México, v. 1, n.
2, p. 28-42, ago. 1989a.
______. La educación matemática: una reflexión sobre su naturaleza y sobre
su metodología (segunda y última parte). Iberoamérica – México, v. 1, n. 3,
p. 30-36, dez. 1989b.
SANTOS, B. V. de. S. Um discurso sobre as ciências. 4. ed. São Paulo. Cortez, 2006.
SKOVSMOSE, O. Educação crítica: incerteza, matemática, responsabilidade.
São Paulo: Cortez, 2007
Publicado
2013-12-30