Concepções de estágio curricular supervisionado em cursos técnicos: O caso do Instituto Federal do Tocantins - IFTO

  • Alex Pizzio Universidade Federal do Tocantins
  • Álvaro José S. Fonseca Universidade Federal do Tocantins

Resumo

Este artigo é fruto de uma pesquisa realizada no contexto do Campus Araguaína do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins. Trata-se de um estudo piloto realizado com pessoas vinculadas diretamente com o Estágio Curricular Supervisionado (professores orientadores, alunos e supervisores de instituições cedentes), cuja finalidade é identificar as concepções que esse grupo tem acerca desta etapa do processo de formação profissional. Para a coleta de dados, aplicamos um questionário estruturado com perguntas abertas entre os participantes, os quais foram escolhidos aleatoriamente. As concepções abstraídas das respostas foram confrontadas com as orientações presentes nos documentos legais que tratam do Estágio Curricular Supervisionado, t no Regulamento da Organização Didático-Pedagógica do IFTO e o Manual de Estágio Curricular Supervisionado do Campus Araguaína. Os resultados apontam para uma multiplicidade de concepções. Constatamos que dentre sete concepções identificados nos questionários aplicados, sendo as mais recorrentes, o estágio como prática da teoria aprendida em sala de aula e o estágio como aprendizagem e reflexão. De acordo com os documentos legais utilizados nessa pesquisa, o estágio configura-se como ato educativo necessariamente acompanhado pela instituição de ensino e que visa à preparação para o mundo do trabalho.

Biografia do Autor

Alex Pizzio, Universidade Federal do Tocantins
Doutor em Ciências Sociais pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos. Atualmente é vice-coordenador do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional, docente no Mestrado Profissional em Gestão de Políticas Públicas e no Curso de Graduação em História na Universidade Federal do Tocantins. Possui experiência na área de pesquisa aplicada à sociologia. É pesquisador (líder) cadastrado no Núcleo de Pesquisa em Desenvolvimento Regional - NUDER. É membro fundador da Rede Brasileira de Pesquisa e Gestão em Desenvolvimento Territorial (RETE). As áreas de interesse concentram-se em estudos que abordem os seguintes temas: pobreza, resiliência, reconhecimento social e capital social, tendo como campo empírico, as comunidades e territórios da região norte. De forma complementar, desenvolve estudos acerca das interfaces entre as áreas do conhecimento da sociologia e do desenvolvimento regional.
Álvaro José S. Fonseca, Universidade Federal do Tocantins
Sou Secretário Executivo na Universidade Federal do Tocantins (UFT) desde 2014. Graduado em Letras (licenciatura em língua portuguesa e suas respectivas literaturas) pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) no ano de 2008. Especialista em Docência na Educação Profissional e Tecnológica pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins (IFTO) em 2013. Mestre em Gestão de Políticas Públicas pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) em 2015.

Referências

ALENCAR, E. Paradigmas da investigação social. In: Ecoturismo: interpretação
e planejamento de atividades em áreas naturais. Lavras – MG: FAEPE, 2007,
p. 10-43.
AZEVEDO, C. E. F.; OLIVEIRA, L. G. L.; GONZALES, R. K.; ABDALA, M. M. A
estratégia de triangulação: objetivos, possibilidades, limitações e proximidades
com o pragmatismo. EnEPQ: Brasília, 2013. Disponível em: anpad.org.br/diversos/trabalhos/EnEPQ/enepq_2013/2013_EnEPQ5.pdf>
Acesso em: 01 jun.2014.
BARREIRO, I. M. F.; GEBRAN, R. A. G. A prática de ensino e estágio
supervisionado na formação de professores. São Paulo: Avercamp, 2006.
BRASIL. Lei 11.788 de 25 de setembro de 2008. Diário Oficial da União,
Poder Executivo, Brasília, DF, 26/09/2008, Seção 1, p. 03.
BRASIL. Resolução CNE/CEB 1/2004. Diário Oficial da União, de 4 de fevereiro
de 2004, Seção 1, p. 21.
CANÇADO, A.; PEREIRA, J. R.; TENÓRIO, F. G. Gestão social: epistemologia
de um paradigma. Curitiba: Editora CRV, 2007, p.1-65.
CHALMERS, A. F. A fabricação da ciência. Editora da UNESP. São Paulo – SP,
1994.
FLICK, U. Introdução à pesquisa qualitativa. Artmed. Porto Alegre, 2009.
FRANCISCO, A. C.; SANTOS, N. Fatores críticos de sucesso na aquisição
de competência no estágio curricular supervisionado: o caso dos cursos de
engenharia do CEFET-PR. Revista Gestão Industrial, v. 01, n. 01: pp.26-36,
2005.
GUNTHER, H. Pesquisa Qualitativa Versus Pesquisa Quantitativa: Essa É
A Questão? Psicologia: Teoria e Pesquisa. Mai-Ago 2006, Vol. 22 n. 2, pp.
201-210.
IFTO. CAMPUS ARAGUAÍNA. Manual de Estágio Curricular Supervisionado.
Portaria nº141/2013/CAMPUS ARAGUAÍNA/IFTO. Disponível em: araguaina.ifto.edu.br/wp-content/uploads/2013/03/Resolu%C3%A7%C3%A3oCNE-01-de-2004.pdf>
30 mai. 2014.
IFTO. Regulamento da Organização Didático-Pedagógica do IFTO. Disponível
em: php> Acesso em: 29 mai. 2014.
LIMA, C. M.; LIMA, M. S. De aprendiz a estagiário: um resgate histórico no
ensino técnico profissional do IFBA. In: VII CONNEPI. Anais eletrônicos. IFTO:
Palmas, Tocantins, 2012. Disponível em: < http://propi.ifto.edu.br/ocs/index.
php/connepi/vii/paper/view/1603>. Acesso em: 06 jul. 2013.
MEDEIROS E COSTA, L. Estágio curricular supervisionado na Graduação em Enfermagem: revisitando a história. Rev Bras Enferm, Brasília: nov-dez; 60(6):
706-10, 2007.
PACHECO, E. Institutos Federais: uma revolução a educação profissional e
tecnológica. In: Institutos Federais: uma revolução a educação profissional e
tecnológica. PACHECO, E (org.). São Paulo: Moderna, 2011 (p.13-32).
PIMENTA, S. G.; LIMA, M. S. L. Estágio e docência. 6 ed. São Paulo: Cortez,
2010.
SANTOS, M. V.; VICENTE, C. M.; STEIDEL, R. Estágio Supervisionado
Curricular: um estudo da lei 11.788/2008. In: X EDUCERE, I SIRSSE. Anais
eletrônicos. Curitiba: PUC Paraná, 2011. P.1513-1526. Disponível em: <
http://educere.bruc.com.br/CD2011/pdf/4218_2750.pdf> Acesso em: 06
jul. 2013.
WERNECK, M. A. F.; SENNA, M. I. B.; DRUMOND, M. M.; LUCAS, S. D.
Nem tudo é estágio: contribuições para o debate. Ciência e Saúde Coletiva.
15(1): 221-231, 2010.
Publicado
2017-05-13
Seção
Artigos de Fluxo Contínuo