A Formação do Farmacêutico tendo o SUS como princípio e a avaliação in loco como indutora de qualidade

  • Luiz Henrique Costa Universidade Regional de Blumenau (FURB)
  • Suzana Schwerz Funghetto Universidade de Brasília
  • Susane Garrido Universidade Tuiuti do Paraná
  • Alexandre Magno Silvino Centro Universitário Estácio/Facitec de Brasília
  • Margô Gomes de Oliveira Karnikowski Universidade de Brasília

Resumo

A formação profissional vem sendo discutida nos cursos de farmácia com mais amplitude desde a promulgação das diretrizes curriculares em 2002, que priorizou uma formação com competências comuns para área da saúde em que os futuros profissionais sejam capazes de atuar na integralidade da atenção à saúde e em equipe multiprofissional, características exigidas para atender aos princípios do Sistema Único de Saúde – SUS. Outro ponto importante é que a formação profissional deve ser acompanhada por meio da avaliação que induz a qualidade da oferta dos cursos no país. A avaliação in loco faz parte de um tripé onde se avaliam cursos, instituições e o desempenho dos estudantes por meio de um exame nacional que compõem o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES. Este artigo tem como objetivo analisar, os dados referentes às avaliações in loco ocorridas entre 2012 a 2014 nos cursos de farmácia, tendo como recorte toda a dimensão 1, que trata da organização didático pedagógica in loco ocorridas entre 2012 a 2014 nos cursos de Farmácia, tendo como recorte a dimensão de organização didático pedagógica. Para tal o tratamento estatístico foi composto por análises descritivas (tendência central e dispersão) e inferenciais (Kruskall-Wallis e Mann-Whitney) com significância em 95% em dados secundários fornecidos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira relativos a 117 cursos de Farmácia em diferentes regiões no país.

Biografia do Autor

Luiz Henrique Costa, Universidade Regional de Blumenau (FURB)
Doutor em Ensino na Saúde pelo Programa de Pós Graduação, Psicologia Clínica e Cultura do Instituto de Psicologia da UnB (2016) Mestrado em Saúde Pública pela Universidade Federal de Santa Catarina (2002). Atualmente é professor titular da Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB). Ex-Presidente da Associação Brasileira de Ensino Farmacêutico (ABENFAR - 2009 a 2011).
Suzana Schwerz Funghetto, Universidade de Brasília

possui graduação em Educação Especial Licenciatura Plena pela Universidade Federal de Santa Maria (1993) e mestrado em Educação pela Universidade Federal de Santa Maria (1998), Doutora pelo Programa de Pós-graduação Stricto Sensu de Ciências e Tecnologias da Saúde da Universidade de Brasília, Faculdade de Ceilândia (2015). Tem experiência na área de Educação, com ênfase em educação especial, educação superior, avaliação, educação em saúde, acessibilidade , escolas de governo e formação de professores. Atuou no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira- INEP, como Coordenadora- Geral de Avaliação dos Cursos de Graduação e IES.

 
Susane Garrido, Universidade Tuiuti do Paraná
Doutora em Informática na Educação (com ênfase em Neurocognição) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2006); Mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1995) e Graduada em Química (Bacharelado e Licenciatura) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1989). Faz parte do Programa de Pós Graduação em Educação da UTP -Universidade TUIUTI do Paraná e da Pós graduação da Anhembi Morumbi. Faz parte das Comissões de Educação a Distância do CNE (Conselho Nacional de Educação) e do INEP (Instituto de Pesquisas Anísio Teixeira - MEC). É Membro da ABED e das Comissões científicas do CIAED (Congresso Internacional de Educação a Distância e da RBAAD (Revista Brasileira de Aprendizagem Aberta e a Distância. Os principais interesses de Pesquisa e de Palestras compreendem os Processos de Gestão e de Políticas Públicas em Educação a Distância Superior, e os Processos neurocognitivos inclusos em atividades digitais e virtuais. Nos últimos 4 anos foi Reitora da Estácio em SP, Diretora Nacional de Regulação e Suporte da Estácio no RJ e Diretora de Operações e Acadêmica da Estácio em Porto Alegre. Atuou na Assessoria/Representação na Diretoria de Relações Institucionais e de Sustentabilidade do Grupo Estácio (Brasil).
Alexandre Magno Silvino, Centro Universitário Estácio/Facitec de Brasília
Possui graduação em Psicologia pela Universidade de Brasília (1997), mestrado em Psicologia pela Universidade de Brasília (1999) e doutorado em Psicologia pela Universidade de Brasília com ênfase em Ergonomia Cognitiva aplicada a Interfaces (2004). Concluiu seu estágio de Pós-Doutoramento como Pesquisador Colaborador Pleno junto ao Departamento de Psicologia Social e do Trabalho da Universidade de Brasília (2014). Atualmente é Pesquisador Tecnologista do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), lotado na Diretoria de Avaliação da Educação Superior (DAES). Atuou como Gestor de Gente e Qualidade do Centro Universitário Estácio/Facitec de Brasília. Foi Professor Titular e Coordenador da Comissão Própria de Avaliação da Faculdade de Ciências Sociais e Tecnológicas (FACITEC), bem como fundador e Editor Geral da e-Revista Facitec. Atuou como avaliador de Cursos de Psicologia junto ao INEP e como consultor do Instituto de Ciências do Trabalho. Atuou como professor de pós-graduação em várias Instituições de Ensino Superior no Distrito Federal. Tema de interesse em pesquisa está relacionado à Moralidade Intuitiva e Religião, Navegabilidade e Usabilidade e Avaliação da Educação Superior.
Margô Gomes de Oliveira Karnikowski, Universidade de Brasília
Possui graduação em Farmácia pela Universidade Federal de Santa Maria (1990), mestrado em Ciência e Tecnologia Farmacêuticas pela Universidade Federal de Santa Maria (1996) e doutorado pelo Programa de Pós Graduação em Patologia Molecular da Universidade de Brasília (2001). Professora adjunta da Universidade de Brasília, atualmente é Coordenadora de Educação à Distância da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), fundação do Ministério da Educação (MEC), Vice-Presidente do Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal (CRF/DF) e membro da Comissão de Ensino do Conselho Federal de Farmácia (CFF). Tem experiência na área de Farmácia, com ênfase em Farmacologia, atuando principalmente nos seguintes temas: gerontologia, assistência farmacêutica, uso racional de medicamentos, farmácia clínica, promoção em saúde, educação superior e educação para saúde.

Referências

BRAGA, M.H. & BUENO, D. (2009). II Fórum Nacional de Educação
Farmacêutica. A Formaçao do Farmacêutico, o SUS e a Cadeia Produtiva
Farmacêutica. Abenfar. Juiz de Fora. Editora: UFJF.
BRAGA, M. H. Cenário atual das competências gerais na formação dos
farmacêuticos. VIII Encontro Nacional de Coordenadores de Cursos de
Farmácia, I Encontro de Cursos de Farmácia, Brasília.DF. 2012.
BRASIL. (2007). I Fórum de Educação Farmacêutica: O Farmacêutico de
que o Brasil necessita. Associação Brasileira de Ensino Farmacêutico. Brasilia:
Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde.
______. (2002). Resolução CNE/CES 2, de 19 de fevereiro de 2002 que institui
as diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Farmácia.
Brasilia: Conselho Nacional de Educacao.
______. (2015). Avaliação dos Cursos de Graduação. Brasilia: Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais ∕ Ministerio da Cultura e
Educacao. http://portal.inep.gov.br/superior-condicoesdeensino. Acesso em
3 de outubro de 2015.
______. Diário Oficial da União. Lei nº 8080/90. Dispõe sobre as condições
para promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o
financiamento dos serviços correspondentes e da outra providência. Brasília DF, 19 de setembro de 1990.
______. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).
Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação presencial e a distância.
Brasília, DF: INEP, 2012. Disponível em: educacao_superior/avaliacao_cursos_graduacao/instrumentos/2012/
instrumento_com_alteracoes_maio_12.pdf>. Acesso em: 08 nov. 2013.
______. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e
bases da educação nacional. Dez, 1996.
______. Ministério da Educação Instrumento de avaliação de cursos de
graduação. – Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira, 2006.
______. Ministério da Saúde. Ministério da Educação. A aderência dos
cursos de graduação em enfermagem, medicina e odontologia às diretrizes
curriculares nacionais / Ministério da Saúde, Ministério da Educação. - Brasília:
Ministério da Saúde, 2006a 162 p.: il.
______. Portaria Normativa nº 2, de 10 de janeiro de 2007. Dispõe sobre os
procedimentos de regulação e avaliação da educação superior na modalidade
a distância. Jan, 2007a.
FUNGHETTO, S. S; GRIBOSKI, C. M. Reformulação dos Instrumentos
de Avaliação dos Cursos de Graduação da Educação Superior para
Operacionalização do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior
-Sinaes. Brasília, DF, 2011. Nota Técnica. Disponível em: gov.br/ web/guest/ nota-tecnica1>. Acesso em: 12 jul. 2015.
GOMES, AJ P S; ORTEGA, L.; Nascimento and OLIVEIRA, D G. Dificuldades
da avaliação em um curso de farmácia. Avaliação (Campinas) [online]. 2010,
vol.15, n.3, pp. 203-221. ISSN 1414-4077.
GRIBOSKI, Claudia Maffini. Regular e/ou induzir qualidade? os cursos de
pedagogia nos ciclos avaliativos do Sinaes. 2014. xx, 482 f., il. Tese (Doutorado
em Educação)—Universidade de Brasília, Brasília, 2014.
INEP/MEC. (2015). Banco de Dados (Planilha Excell). Instituto Nacional de
Pesquisas Educacionais. Ministério da Educação.
LEITE, S. N., NASCIMENTO, J. R. M., COSTA, L. H. & BARBANO, D. B. (2008).
I Fórum Brasileiro de Educação Farmacêutica: O farmacêutico que o Brasil
precisa. Interface – Comunicacao, Educacao e Saude, 12 (25): 461-462.
SINAES – Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior: da concepção
à regulamentação / [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira]. – 5. ed., revisada e ampliada – Brasília: Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2009.
SOUSA, I.; BASTOS, P. R.; BOGO, D. Diretrizes curriculares nacionais: Desafios
na formação do dos farmacêuticos para atuação no Sistema único de Saúde.
Ver Bras. Pesq. Saúde: Vitória: 15(1):129-134, jan-mar, 2013.VIANA, S.M.; et al. Medindo as desigualdades em saúde no Brasil: proposta
de monitoramento. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada, 2001. 224p.
WOLFF, S. (2004). Analisys of documents and records, In: U. Flick, E.v. Kardoff
and I. Steinke (eds), A Companion to Qualitative Research. London. SAGE.
Pp.284-290. In. U. Flick (2009): Introdução a Pesquisa Qualitativa, 3ª edição.
Artmed.
Publicado
2017-05-13