Desigualdades no campo: contribuições da educação ambiental em escolas localizadas em unidades de conservação

  • Vanessa Marion Andreoli Universidade Federal do Paraná
  • Marília Andrade Torales Campos Universidade Federal do Paraná

Resumo

O artigo busca adensar o debate sobre a Educação Ambiental e suas contribuições para amenizar as desigualdades sofridas pelos povos do campo. Como ponto de convergência para análise do tema, se toma a escola com elemento catalizador do fazer comunitário em uma Unidade de Conservação localizada na região sul do Brasil, mais especificamente na Ilha do Mel/ Paraná. Considera-se a escola como potencializadora de transformação das realidades por meio do desenvolvimento comunitário, já que é construída socialmente e legitimada como locus de formação e socialização das culturas. Para tanto, se aborda o contexto das lutas pela escola do campo com o intuito de localizar o leitor e inseri-lo na problemática, seguido de uma breve discussão sobre as Unidades de Conservação brasileiras e a Educação Ambiental no contexto escolar. O texto traça uma relação entre o processo histórico das lutas pelo direito a educação do campo e as potencialidades da Educação Ambiental para contribuir neste processo, em especial na ação e no desenvolvimento comunitário.

Biografia do Autor

Vanessa Marion Andreoli, Universidade Federal do Paraná
Professora da Universidade Federal do Paraná (Setor Litoral), do curso de Licenciatura em Educação do Campo, com habilitação em Ciências da Natureza. Doutora em Educação pela UFPR (Linha de Pesquisa: Cultura, Escola e Ensino - 2016), Mestre em Sociologia pela UFPR (Linha de pesquisa Ruralidades, Meio ambiente e Desenvolvimento - 2007), Especialista em Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento pela UFPR (2005) e Pedagoga pela UFPR (2004). Atualmente é membro do Grupo de Pesquisa Ambiente, Sociedade e Educação (UFPR), colaboradora do Projeto de extensão Observatório da Educação do Campo do Litoral do Paraná e Vale do Ribeira (UFPR Litoral). Atua principalmente nos seguintes temas: Educação Ambiental, Formação Docente, Educação do Campo, Educação comunitária.
Marília Andrade Torales Campos, Universidade Federal do Paraná
Professora Adjunta da Universidade Federal do Paraná (UFPR). DOUTORA em Ciências da Educação (Programa Interuniversitario em Educação Ambiental) pela Universidade de Santiago de Compostela-Espanha (2006). Realizou estágio de doutorado na Université de MONTRÉAL sob orientação do Prof. Maurice Tardif. Possui formação de PÓS-DOUTORADO (2008) no Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (PPGEA-FURG), e PÓS-DOUTORADO (2007) no Grupo SEPA-Interea da Universidade de Santiago de Compostela (Reconhecido como grupo de excelência pela Xunta de Galicia desde 2005) com pesquisas voltadas aos campos da Pedagogia Social e da Educação Ambiental. Possui GRADUAÇÃO em Pedagogia pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande (1989), ESPECIALIZAÇAO em Supervisão Escolar (1994) e MESTRADO em Educação Ambiental (2001) pela Fundação Universidade Federal do Rio. É vice-lider do Grupo de Pesquisa "Ambiente, Sociedade e Educação" (UFPR). Professora-pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Educação (Linha Cultura, Escola e Ensino) da UFPR. Vice-Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação: Teoria e Prática de Ensino. Possui experiência em pesquisa e docência em universidades brasileiras e espanholas na área da Educação, com ênfase em Educação Ambiental, atuando principalmente nos seguintes temas: meio ambiente, educação ambiental, formação/ação docente e práticas pedagógicas. Atuou durante 8 anos como supervisora de estágios do curso de Magistério do Instituto de Educação Juvenal Muller (Rio Grande/RS). Atuou durante 14 anos como professora na Educação Básica das redes públicas estadual e municipal no município de Rio Grande/RS. Prestou assessoria pedagógica aos Municípios de Tavira e Loulé (Algarve/Portugal). Coordenou o curso de Pós-Graduação em Educação Socioambiental no período 2008-2009 na Universidade Feevale. Atua como avaliadora de cursos superiores em modalidade presencial e EaD pelo INEP desde 2010 (PORTARIA Nº 1.137, DE 10/09/10).

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Publicado
2017-05-13