Professores em greve no Paraná: quais são as concepções dos futuros trabalhadores da educação?

Resumo

O tema desta pesquisa foi o movimento de greve de 2015 da educação paranaense, a partir das concepções dos acadêmicos do curso de Pedagogia de uma Universidade pública do norte do Paraná. Partiu-se do seguinte problema: “Quais são as concepções dos acadêmicos do curso de Pedagogia da modalidade presencial, acerca da greve que ocorreu em 2015?”. Pretendia-se investigar o que esses discentes, que são potencialmente trabalhadores da educação, pensam a respeito da greve e suas implicações. O estudo foi desenvolvido apresentando como aporte teórico o Materialismo Histórico, fundado por Karl Marx, que serve de base para inúmeras análises científicas nas Ciências Humanas. Tratou-se de um estudo de campo, de caráter exploratório. Com vistas ao problema proposto considerou-se que a técnica mais apropriada era a interrogação, para isso foram definidos os seguintes instrumentos de coleta de informações: aplicação de questionários e entrevistas semiestruturadas, a amostra envolveu 18 discentes. Os resultados da investigação indicam que, de maneira geral, existe um posicionamento favorável à greve, porém, com algumas ressalvas. Além disso, os acadêmicos demostraram concepções românticas e maniqueístas do movimento. Conclui-se, com o estudo, que a maioria dos futuros trabalhadores da educação desconhecem sua própria condição de classe, possuem conhecimento incipiente em relação ao tema, bem como, demonstraram certa ausência de memória histórica. Contudo, a partir da pesquisa, verificou-se que o movimento de greve se apresentou como fator educativo, já que possibilitou contato direto ou indireto com outras questões que extrapolam as disciplinas curriculares do Curso em questão.

Biografia do Autor

Ana Paula Aires Rodrigues, Universidade Estadual de Maringá

Discente de mestrado acadêmico, no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPE/UEM), na linha de História e Historiografia da educação. Especialista em Coordenação Pedagógica, pelo Centro Universitário Metropolitano de Maringá (2018). É integrante do Grupo de Pesquisa sobre Política, Religião e Educação na modernidade e do Grupo de Pesquisa Fundamentos Históricos da Educação. Graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual de Maringá-UEM (2017). Atua como Pedagoga na Universidade Estadual de Maringá.

Marco Antonio de Oliveira Gomes, Universidade Estadual de Maringá

Doutor em História e Filosofia da Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-2008).  Professor adjunto da Universidade Estadual de Maringá, lotado no Departamento de Fundamentos da Educação e membro do corpo docente do PPE-UEM, na linha de pesquisa: História e Historiografia da Educação. Participa do Grupo de Pesquisas Política, Religião, Educação e Modernidade (Universidade Estadual de Maringá). Coordenador Adjunto do Programa de Pós-Graduação em Educação - Mestrado e Doutorado em Educação - UEM.

Publicado
2020-03-05