Justicia, igualdad y administración educativa

  • Francisco Beltrán Llavador

Resumo

A educação, quando se institucionaliza, adota circuitos de reprodução diferencial cujos critérios coincidem com aqueles que presidem outras dimensões de regulação social, entre elas as administrativas, o que faz com que, contra o declarado como sua finalidade própria, a educação produza desigualdades. Estas estarão delineadas, na maioria das vezes, nos limites da exclusão definidos sobre a identidade e a alteridade. No entanto, em oposição às relações de autoridade, o reconhecimento da autonomia dos sujeitos, quando sustentado na pluralidade e na diferença, pode resultar na garantia da justiça redistributiva. A cidadania que emerge de uma política democrática pode ampliar-se até uma paideia que, como espaço relacional, permite redefinir os limites de pertencimento sem restringir o acesso igualitário ao direito. Pode também superar a abstração jurídica que representa, aplicando critérios escolares de redistribuição que evidenciem a materialidade de suas relações e as façam suscetíveis de trabalho analítico, como disciplina de formação que situaria em uma ordem social, e não individual, os benefícios da educação.

Publicado
2018-11-06