Condutas Indesejadas na Escola: uma Análise Sociológica sobre a Criança com Diagnóstico de TDAH

Cristiana Roth de Moraes Lenzi, Rita de Cássia Marchi

Resumo


Este artigo decorre de pesquisa, com aporte teórico na Sociologia da Infância, que teve por objetivo geral compreender o que dizem pais e professores sobre a medicalização das crianças para o controle do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). A metodologia da pesquisa se caracteriza como qualitativa, descritiva e exploratória. Para a geração de dados foi utilizado análise de documentos técnicos (cartas de encaminhamento, laudos diagnósticos, receitas médicas) entrevistas semiestruturadas com  pais/responsáveis e professores de crianças com diagnóstico de TDAH e/ ou que fizessem uso de medicamento. O artigo apresenta apenas a análise das falas sobre o comportamento das crianças, tendo sido observado que, mesmo quando a queixa sobre a criança parte dos pais/responsáveis, o problema está relacionado ao comportamento da criança na escola, e que as queixas das professoras sobre a agitação e falta de atenção das crianças surgem já na educação infantil, denotando que essas não desempenham adequadamente seu “ofício de aluno”. Foi ainda possível perceber, nas falas das professoras, uma visão da infância como problema social e a ideia de uma “crise” relacionada à infância e à autoridade.


Palavras-chave: Escola. Medicalização da Educação. Sociologia da Infância.
TDAH.


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