Políticas públicas para a educação de surdos: uma percepção sócio antropológica

  • Marta Rejane Proença Filietaz
  • Flávia Regina Valente da Silva
  • Ana Cristina Guarinello

Resumo

Este artigo originou-se de uma pesquisa do Programa de Mestrado e Doutorado em Distúrbios da Comunicação
da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP). Pretende abordar os sujeitos surdos e as Políticas Públicas, a partir das
interpretações conceituais sobre integração/inclusão, com o objetivo de distinguir tais termos e permitir uma
compreensão sobre as mudanças que ocorreram até se chegar à concepção social de surdez. Tal concepção como
diferença entende os surdos como pessoas que dependem de um acesso específico para interagir no mundo e esta
especificidade constitui-se na diferença entre eles e os ouvintes. Nesse viés, no que diz respeito às Políticas Públicas,
enfocam-se as que regulamentam os direitos das pessoas com necessidades educacionais especiais, destacando-se
dentre estas, aquelas que versam sobre o direito à Educação destes sujeitos. Hoje as Políticas Públicas voltadas à
inclusão necessitam garantir em suma, o acesso às pessoas com necessidades especiais para que estas pessoas deixem
de estar à margem da sociedade e passem a participar digna e ativamente do processo social, com o reconhecimento
de seus direitos. As políticas públicas da Educação inclusiva e os aspectos da surdez constituíram os temas desse
estudo, como elementos que asseguram o direito do surdo à educação e à inclusão social. Os resultados obtidos
conduzem às perspectivas e estudos contínuos que suscitam da educação de surdos no contexto inclusivo. É
assim que a educação inclusiva é importante, para uma sociedade plural e democrática que procura adaptar-se para
recebê-los e na qual os indivíduos aprendem a conviver e trabalhar com a diversidade.

Publicado
2018-06-21