Luto Não Nominado: a Vivência do Cotidiano de Mães e Pais após a Perda de um Filho Adulto Jovem

  • Deise VitekPasa
  • Maris Stela da Luz Stelmachuk

Resumo

Este artigo é decorrência de uma pesquisa de conclusão de curso, na qual se buscou averiguar como ocorre a
ressignificação da vida para pais e mães que perderam filhos em idade adulta jovem, de forma repentina. Perder
é um acontecimento recorrente na vida do ser humano. Dentre as perdas, há as simbólicas (oportunidade,
juventude, beleza, etc.) e outras mais significativas, como a perda por morte. Apesar deste constante contato
com perdas no cotidiano, a perda por morte ainda é algo que desafia a condição humana e, além disso, pode
ser mais provocadora quando se trata da morte de um filho que, convencionalmente, viveria além dos pais.
Por se tratar de uma ruptura no curso “natural” da vida, essa pode gerar desestabilização nos sentimentos e na
vida diária dos enlutados, gerando sentimentos de dor e ao mesmo tempo de impotência diante do fato.Neste
estudo foi abordado o processo de elaboração do luto, os momentos antecedentes, presentes e sentimentos
precedentes ao acontecimento, buscando averiguar como esses três pais e mães se reajustaram à vida após esta
ruptura. Com a análise das entrevistas pode-se perceber o potencial do ser humano de ressignificar uma perda,
bem como, a singularidade da elaboração deste processo para cada entrevistado. Foi possível reconhecer como
decorreu o desenvolvimento do auto apoio e a importância deste no processo do luto.