Exposição ao ruído e proteção auditiva em mototaxistas

  • Juliana de Conto

Resumo

Introdução: Estudos científicos realizados em São Paulo e Curitiba citam como os principais vilões da poluição
sonora em cidades, o tráfego e a construção civil. O aumento do número de carros e de construções está ligado
ao crescimento das populações urbanas, necessidade de transporte e habitação. Segundo dados do Renavan,
estima-se que, só nas capitais brasileiras no período de1999 a 2006, a frota aumentou cerca de 12 milhões a 14
milhões de veículos, correspondendo a uma elevação de 1.802.705 veículos (14,1%, em sete anos). A característica
insatisfatória dos transportes e vias públicas conduziu a população a adquirir ainda mais veículos e optar por
meios de locomoção individuais, em especial a motocicleta que, por ser ágil econômica e de custo reduzido, teve
aumento no licenciamento de mais de 61% entre 2002 e 2006. O aumento da frota de motocicletas tem sido
atribuído, entre outros, ao uso crescente deste meio de transporte no mercado formal e informal de trabalho, seja
no transporte de passageiros (“moto-táxis”) ou na prestação de serviços (“motoboys”). A explosão do ruído nas
ruas e avenidas torna este um fator de difícil controle, seja no âmbito coletivo ou individual. No entanto, o uso
do capacete pelos motociclistas, por exemplo, impossibilita a utilização de protetores auditivos convencionais.
E, seria de grande auxílio se o capacete, normalmente, usado para proteger de quedas e traumas pudesse ser
direcionado para este fim, respeitando as especificações de cada função e o prescrito pelo CONTRAN, de que é
permitida a condução de veículos a pessoas que possuem audição igual ou superior a 40 dB NA. Objetivo: Avaliar
a exposição ao ruído, e proteção auditiva em moto-taxistas atuantes numa cidade litorânea de Santa Catarina.

Publicado
2018-06-14