Perfil de uma Amostra de Homicidas de Crianças e Adolescentes

  • Letícia Felipe Nunes
  • Giovana Veloso Munhoz da Rocha

Resumo

Há perplexidade, quando não revolta, frente a mortes de crianças e adolescentes causadas por pessoas que deveriam
ser seus cuidadores. Este artigo apresenta uma pesquisa que teve como objetivo analisar as práticas parentais a
que uma amostra de homicidas foi submetida na infância e sua história de vida. Serão descritas o modus operandi
do homicídio, elencando: a arma utilizada, o local do crime e como o homicídio aconteceu, além de verificar o
motivo relatado para o homicídio. Foram selecionados 4 condenados presos por crimes de homicídio de crianças
e adolescentes, com idade entre 35 e 47 anos. Para coleta de dados foi utilizado o Inventário de Estilos Parentais -
IEP (Gomide, 2011) e Entrevista semiestruturada composta por 13 perguntas que exploraram desde a história de
vida dos homicidas, até o dia do crime, seus detalhes, como ocorreu, qual o motivo e se eles premeditaram o crime
ou não. Em todos os casos a relação com a vítima não era biológica, diferentemente do que aponta a literatura
Os motivos dos crimes foram atribuídos à raiva, vingança e nervosismo dos agressores para com as vítimas. Os
instrumentos do homicídio foram objetos cortantes e as mãos. Entre as vítimas estão 3 meninos e 2 meninas, com
idades entre 1 a 14 anos. Os resultados do IEP indicaram estilos parentais totais de risco, sugerindo as práticas
maternas se apresentaram mais negativas do que a dos pais dos participantes presos, que retratam melhores índices
de práticas positivas. Os dados não podem ser generalizados devido ao pequeno número de participantes.

Publicado
2018-06-12