EFEITO DA CURCUMINA NO CONTROLE DE PROCESSOS INFLAMATÓRIOS EM PACIENTES COM DOENÇA DE CROHN

  • Mariana Schirlo Zanetti
  • Luciana Nowacki

Resumo

Curcuma longa L. é uma planta de propriedades etnomedicinais utilizada especialmente como fonte de
curcumina, um composto com efeito anti-inflamatório natural no sistema digestório. Já a Doença de Cronh
(DC), é uma patologia que afeta o trato gastrointestinal, causando inflamação crônica sobretudo no íleo
e no cólon, podendo gerar complicações intestinais e extraintestinais devido a uma exagerada resposta
imunológica. Nesse sentido, busca-se relacionar se o uso da curcumina em pacientes com DC poderia auxiliar
na melhora clínica, viabilizando sua aplicação como terapia complementar. Para isso, foram selecionados
artigos científicos dos últimos cinco anos em bases como Google Acadêmico, Scielo e PubMed. Constatou
se que a resposta inflamatória em decorrência da disbiose intestinal é mediada pela ativação do fator nuclear
Kappa B (NF-kB), como resultado da ação da proteína receptora NOD2 em sua forma mutada. O tratamento
convencional envolve o uso de imunomoduladores, como corticosteroides e imunossupressores. Por outro
lado, o uso da curcumina é amplamente discutido, com crescente interesse no tratamento de neoplasias. A
principal função no contexto da DC é o de ação inibidora de vias pró-inflamatórias, como a proteína NF-kB.
Entretanto, sua baixa biodisponibilidade e rápida excreção, exigem estratégias para potencializar a absorção,
como a associação com piperina e uma grande variedade de compostos. Assim, embora apresente resultados
promissores em outras doenças inflamatórias intestinais, os achados permanecem inconsistentes para a DC.
O uso da curcumina como adjuvante requer cautela, pois seus efeitos variam conforme dose, formulação
e associação com outros compostos, podendo inclusive trazer riscos em determinadas condições clínicas.
Portanto, embora a curcumina tenha potencial como adjuvante terapêutico, a necessidade de mais estudos
clínicos robustos permanece essencial para avaliar sua real eficácia e segurança em pacientes com DC.


Palavras-chave: Disbiose intestinal. Piperina. NOD2. NF-kB. Biomarcadores.

Publicado
2026-05-05