BIOMARCADORES NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DA DOENÇA DE ALZHEIMER
Resumo
A doença de Alzheimer (DA) é uma patologia neurodegenerativa progressiva, que afeta as funções cognitivas,
devido ao acúmulo de placas de β-amilóide (Aβ) e os emaranhados tau neurofibrilares intraneuronais (NFTs).
O diagnóstico é muitas vezes tardio e apenas quando há sintomas cognitivos aparentes, quando a perda
neuronal já se encontra em estágios avançados. O objetivo deste trabalho é apresentar os biomarcadores que
melhor identifique a DA foi realizado através de buscas em artigos de revisão de literatura dos últimos 10 anos
identificar quais biomarcadores são mais específicos diante da formação das placas, e sua aparição precoce
nos exames clínicos como Líquido Cefalorraquidiano (LCR), Ressonância Magnética (RM) e Tomografia por
Emissão de Pósitrons (PET), na neuroinflamação e no sangue. Nesse artigo apresenta também possíveis
novos exames para a busca desse diagnóstico, como em exames de sangue, mesmo que ainda seja apenas
um estudo, pode apresentar um avanço sendo uma forma mais simples e fácil de se obter a amostra, sendo
menos invasiva para o paciente. Ao decorrer do artigo mostra como os níveis de Aβ e Tau podem estar
relacionados com a DA, como ela impacta e a sua trajetória até a possível identificação nos exames. Sabe-se
que no LCR apresenta uma melhor resposta em relação à identificação dos biomarcadores, é mais sensível
em comparação aos outros exames aqui apresentados. RM e PET apresentam boa identificação em relação
a DA, mas apenas quando já está em um período mais avançado, pois vai apresentar a neurodegeneração
presente no cérebro. Mesmo não apresentando cura, identificar as placas responsáveis pela neurodegeneração
pode ajudar a definir se o paciente tem realmente a DA de outras doenças neurodegenerativas, buscando
tratamento adequado para o paciente.
Palavra-chave: Sangue. Beta-amiloide. Alzheimer.