O USO DE ANTICORPOS MONOCLONAIS ANTI-CD20 NO TRATAMENTO DA ESCLEROSE MÚLTIPLA: EFEITOS CLÍNICOS

  • Maria Verónica Perez Fallabrino
  • Elenice Stroparo

Resumo

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença inflamatória crônica, autoimune, desmielinizante e degenerativa
que afeta o sistema nervoso central. Geralmente, os primeiros sintomas da doença ocorrem entre os 20 e 40
anos de idade, sendo mais frequente em mulheres do que em homens. Esses sintomas podem ser sensoriais
ou motores, dependendo das fibras nervosas desmielinizadas e da região afetada, e podem se manifestar
como parestesias, problemas visuais, fadiga, espasmos, fraqueza muscular, falta de coordenação nos
movimentos, entre outros. Na procura de trazer novas informações sobre possíveis tratamentos para a EM,
este artigo teve como objetivo analisar a atuação dos anticorpos monoclonais anti CD-20 e a sua efetividade
no controle e progressão da EM a partir de uma revisão de literatura. Estudos recentes evidenciaram que os
linfócitos B desempenham um papel fundamental no processo inflamatório que desencadeia os sintomas da
EM, portanto, uma vez que as células B expressam a proteína CD20 na sua membrana, a depleção dessas
células com anticorpos monoclonais anti-CD20 tornou-se uma opção promissora no controle da doença. Os
dados apresentados pelos diferentes ensaios clínicos considerados na pesquisa mostraram que o tratamento
com anticorpos monoclonais anti-CD20 é seguro e eficaz no controle da atividade e do avanço da doença.
Contudo, é necessário considerar os efeitos imunossupressores, que podem expor os pacientes a infecções
e hipogamaglobulinemia. Mas, apesar disso, os resultados são promissores e representam uma esperança
no tratamento da EM.


Palavras-chave: Esclerose Múltipla. Rituximabe. Ocrelizumabe. Ofatumumabe. Ublituximabe.

Publicado
2026-05-05