ACHADOS ULTRASSONOGRÁFICOS EM TROMBO ESPLENICO- RELATO DE CASO

  • Mariana Penteado Notari Daniel
  • Bernardo dos Anjos Borba
  • Bernardo Souza
  • Camila Brunkow
  • Carlos Henrique do Amaral

Resumo

O baço é um órgão hematopoiético que tem como principal função realizar a filtragem
do sangue através do seu sistema sinusoidal, sendo também responsável pela estocagem de
plaquetas e eritrócitos maduros, pela extração do ferro da hemoglobina e liberação deste íon
para reutilização (Campos, 2011). É formado por diferentes vasos sanguíneos, compreendidos
por artéria esplênica, artéria celíaca e veia esplênica, que junto com a veia mesentérica cranial,
mesentérica caudal e veia gastroduodenal, formam a veia porta no cachorro (Koning, 2011). A
trombose venosa esplênica é uma manifestação clínica rara e normalmente assintomática em
animais domésticos. Sua etiologia é pouco conhecida, mas sabe-se que as doenças que alteram
os fatores de coagulação podem predispor à formação de trombo. Embora esta condição seja uma
descoberta comumente acidental, sugere-se que quando encontrada esteja relacionada a outras
enfermidades subjacentes. Às doenças associadas ao trombo previamente reportadas em cães
são anemia hemolitica imunomediada, doenças inflamatóriase neoplásicas, sendo o linfoma e o
mastocitoma os mais comumente associados ao trombo (Laurenson, 2010). A trombose esplênica
pode ser identificada através do exame ultrassonografico abdominal. Os trombos geralmente
levam à uma maior ecogenicidade do lúmen vascular e interrupção do fluxo sanguíneo,podendo
ser identificado com o Doppler colorido (Laurenson, 2010). O trabalho tem como objetivo relatar os
aspectos ultrassonográficos da trombose esplênica em um cão.

Publicado
2018-10-09