ULTRASSONOGRAFIA ABDOMINAL NO AUXÍLIO DIAGNÓSTICO DE LINFOMA ALIMENTAR CANINO - RELATO DE CASO

  • Isabel Cristina Fagundes
  • Gabriela da Siqueira Melo
  • Rafael Augusto Ferreira
  • Carlos Henrique do Amaral

Resumo

O linfoma é uma neoplasia linfóide que se origina em órgãos hematopoiéticos sólidos, como
linfonodos, fígado ou baço (Couto et al., 1986), possui caráter maligno e evolução rápida (Withrow,
2001). Na população canina, ele representa a terceira neoplasia mais comum, sendo 83% de todas
as neoplasias hematológicas constatadas em cães (Couto, 2009). Já foi descrito em cães de todas as
idades e sem predileção sexual (Couto et al., 1986), porém 80% dos casos estão na faixa de cinco a
11 anos de idade (Ettinger et al., 2003). Não existe consenso na literatura sobre a predisposição racial
da afecção. O linfoma é classificado quanto à localização anatômica em multicêntrico, mediastínico
ou tímico, alimentar e misto ou extranodal (Edwards et al., 2003). A ultrassonografia é considerada
um dos melhores métodos para a avaliação dos linfonodos abdominais, pois demonstra com riqueza
de detalhes o parênquima das massas neoplásicas, sua vascularização, lesões, localização e
dimensão (Withrow, 2001). Muitos linfonodos possuem acesso restrito à imagem ultrassonográfica,
como os da cadeia mesentérica, que se apresentam rodeados por tecido gorduroso (Couto, 2009) e
possuem ecotextura semelhante aos tecidos circundantes. Quando alterados apresentam aumento
de volume e sua ecotextura muda (Edwards, et al., 2003). Os linfonodos que podem ser vistos
quando aumentados incluem o ilíaco medial, jejunal e inguinal, sendo que o jejunal e o ilíaco medial
são maiores e mais constantemente vistos em ultrassonografias (Withrow et al., 2001). O presente
trabalho teve como objetivo relatar um caso de linfoma alimentar canino assim como a importância
do exame ultrassonográfico como método de auxilio diagnóstico.

Publicado
2018-10-09