A Mobilização das Operações Mentais da Consciência Histórica de Jovens Estudantes a Partir de Nomes Próprios nas Narrativas Históricas Gráficas

Marcelo Fronza

Resumo


Neste artigo investigou-se como jovens estudantes do segundo ano do ensino médio de quatro cidades brasileiras mobilizaram as operações mentais da consciência histórica por meio de nomes próprios presentes em narrativas históricas gráficas. A finalidade foi entender como os conceitos substantivos relacionam-se com as categorias mobilizadas por estes jovens estudantes para expressar os conceitos de intersubjetividade e verdade ligados a sua identidade histórica. Para isso, os nomes prórios foram interpretados como semióforos, pois são portadores de sentido para a construção de narrativas históricas. Com isso, pretendeu-se analisar as respostas dos estudantes a uma questão referente ao reconhecimento da existência de situações históricas por meio de duas histórias em quadrinhos com interpretações diversas sobre uma mesma experiência do passado. Esses resultados dialogam com as considerações teóricas ligadas à teoria da consciência histórica e foram organizados por meio de categorias ligadas às três operações mentais da consciência histórica: a experiência, a interpretação e a orientação. Como resultado verificou-se, que operações mentais ligadas à identidade histórica desses jovens dão sentido aos nomes próprios e aos conceitos substantivos por eles mobilizados.

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